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CASA DO LINUX
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16/08/2007

II Encontro Nordestino de Software Livre

Já estão abertas as inscrições para o II Encontro Nordestino de Software
Livre – ENSL, que será realizado de 28 a 30 de setembro de 2007, no
Centro de Convenções de Sergipe, em Aracaju, SE, Brasil. Até o dia 31 de
agosto o valor da inscrição para estudante, é de R$ 40,00 e
profissional, R$60,00. Aproveite o desconto e inscreva-se antecipadamente.

Vários palestrantes já confirmados, alguns internacionais, como o Nathan
Wilson, que é o responsável na DreamWorks Studio pela transição dos
sistemas para o Linux e para o GNOME, utilizados na produção de filmes
como: "O Príncipe do Egito", "Madagascar", "Shrek 2", "Shrek Terceiro",
dentre outros. Teremos também a presença de Henri Bergius responsável
pelo projeto Midgard, e tambem grandes nomes nacionais como Rubens
Queiroz, Júlio Neves, Sergio Amadeu, entre outros.

Em sua primeira edição, na cidade de João Pessoa - PB, o ENSL contou com
1932 inscritos e um total de 42 palestras, então não fique de fora,
acesse o site http://www.ensl.org.br <http://www.ensl.org.br/> e
inscreva-se.

--

Projeto JeguePanel
http://www.jeguepanel.net


Escrito por Tomaz Passamani às 18:59:30
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13/07/2007

Primeiro vírus para computador faz 25 anos

13/07/2007 00:38

Alguns aniversários não são eventos felizes - como os 25 anos do primeiro malware documentado, destacado pela revista Science. A revista usa a ocasião como uma oportunidade para rastrear a evolução dos vírus e similares (rootkits, trojans, etc) e discutir porque o problema provavelmente continuará ativo até o 50º aniversário.

Muitos usuários conheceram os vírus em 1998, com o worm Morris, que se espalhou pela Internet atingindo computadores do mundo inteiro. Porém, o primeiro vírus, que se espalhava por disquetes, foi criado por um estudante de Pittsburgh. O vírus (Elk Cloner), apenas mostrava algumas frases na tela, e estas ações (ameaças gráficas) marcaram os primeiros 10 anos dos vírus. Porém, hoje, a grande maioria dos malwares é feita para o lucro dos criadores, e a batalha contra os criminosos por trás dessas ameaças se mostra cada vez maior.

Os autores da reportagem da revista destacaram várias tendências favoráveis à 'indústria dos malwares'. A primeira é o problema de detectar malwares corretamente, comparando o fato com o 'problema da parada', de Alan Turing, pai da Ciência da Computação. Segundo ele, é impossível criar um método que detecte com exatidão quando um programa não conseguirá completar suas instruções, e as aproximações para chegar à esta exatidão esbarram em vários falsos positivos – é exatamente este problema que aflige a detecção prévia de malwares.

Os autores também não se impressionam com a maior diversidade de sistemas operacionais, classificando a situação de 'faca de dois gumes'. Embora a medida garanta que pelo menos alguns computadores sempre estarão funcionando após um ataque malicioso, ela também aumenta a 'superfície de ataque' - mais sistemas operacionais indicam mais chances de falha em pelo menos um deles.

Mas os autores destacam dois motivos principais para a continuidade da existência de malwares. O primeiro é extremamente familiar: a ingenuidade do usuário. Para a revista, “não há 'correção' óbvia para a natureza humana". Um caso que prova isso foi um malware que consistia apenas numa mensagem de texto convencendo o usuário a apagar um arquivo essencial para o sistema operacional.

O outro motivo é cada vez mais visto: a alta complexibilidade dos programas, aumentando a oportunidade de erro dos programadores. Com isso, o sistema operacional não fica vulnerável apenas com suas falhas, mas também sofre com as falhas de programas em execução e com a maior conectividade com dispositivos externos.

http://www.baboo.com.br/msn/content.asp?z=188&id=29301


Escrito por Tomaz Passamani às 17:43:21
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05/07/2007

Revista apresenta cinco idéias que podem revolucionar a computação

(Magnet) Qua, 04 Jul - 06h43

Por Henrique Cesar Ulbrich

Revista americana seleciona em um artigo cinco novas tecnologias que prometem revolucionar a computação como a conhecemos. As novidades vêm de centros americanos de pesquisa bastante famosos, como os Bell Labs e a Microsoft Research. A revista PC Magazine publicou esta semana uma reportagem sobre os cinco grandes centros de pesquisa de tecnologia dos Estados Unidos - Bell Labs, HP Labs, IBM Research, Microsoft Research e o Palo Alto Research Center (PARC). De cada um deles, selecionou um produto que pode revolucionar a computação nos próximos anos:

  • Pluribus (HP Research): tecnologia que permite criar um super telão para home teather usando vários projetores para PC em paralelo, criando uma tela de dimensões cinematográficas. Será possível, por exemplo, reunir amigos em casa, cada um trazendo seu projetor, e fazer uma sessão particular de cinema - ou de games.
  • Soap (Microsoft Research): dispositivo apontador que não precisa de uma superfície lisa para funcionar, aceitando movimentos de mão feitos em pleno ar. Trata-se de uma espécie de mouse sem fio envolvido por uma luva de tecido. A luva funciona como mousepad, e o dispositivo é girado e friccionado lá dentro, registrando os movimentos. O nome (soap é "sabão", em português) deve-se ao fato de que, para ser operado, o mouse gira na mão do usuário como se fosse um sabonete molhado. Como dispensa uma superfície lisa por perto sobre a qual apoiá-lo e movê-lo, permite que o computador seja operado em qualquer ponto do ambiente dentro do raio de alcance do dispositivo, independentemente da posição ou postura do usuário.
  • Computação quântica (Bell Labs): a idéia de usar os princípios inovadores da física quântica em computadores, de forma a elevar seu desempenho a níveis nunca vistos, não é nada nova. Mas jamais se conseguiu algo de concreto na área. Os laboratórios Bell, entretanto, estão desenvolvendo um novo projeto de computação quântica que deve liberar esse poder de processamento em no máximo vinte anos.
  • Content Centric Network - CCN (PARC): em uma rede, quando se precisa obter um dado, faz-se em geral uma conexão a um ponto central, chamado de servidor, que possua esse dado. Isso pode provocar uma avalanche de conexões a este mesmo ponto, para obter um mesmo dado, por diferentes pessoas. O CCN retira o servidor do papel principal e coloca a informação solicitada como item mais importante da rede. Cada um dos usuários solicita um determinado dado e obtém a cópia mais próxima de si, em vez de ir buscar o original no servidor.
  • Cérebro artificial (IBM Research): não se trata de construir um computador tradicional, com hardware e software, que imite o comportamento da mente humana. O que a IBM está fazendo em seu Almaden Research Center, na Califórnia, é duplicar um cérebro humano real - neurônio por neurônio, sinapse a sinapse. Apesar da neurologia ainda estar engatinhando e os cientistas não saberem como o cérebro humano funciona, a construção do cérebro artificial pode ser um marco na computação - e, numa espécie de engenharia reversa, ajudar a entender como o cérebro biológico funciona.

Alguns desses centros de pesquisa são bem antigos e famosos por suas contribuições à ciência. Os Bell Labs, por exemplo, produziram o sistema operacional Unix. Já o PARC, o mais antigo de todos, deu ao mundo diversas grandes inovações como a rede Ethernet, a interface gráfica com o usuário e a impressora laser. A interessante matéria da PC Magazine americana pode ser lida, em inglês, pelo atalho dtmurl.com/aup.

http://br.tecnologia.yahoo.com/article/070704/7/1lmak.html

 


Escrito por Tomaz Passamani às 08:55:36
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25/06/2007

UEPB realizará 3º Seminário Jogos Eletrônicos, Educação e Comunicação

25-Jun-2007
 

A UEPB realiza, nos dias 20 e 21 de agosto, o 3º Seminário Jogos Eletrônicos, Educação e Comunicação: Construindo Novas Trilhas.

O evento é coordenado pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa e da Coordenadoria Institucional de Programas Especiais da Instituição e tem como objetivo agregar, nacionalmente, esforços para potencializar este tema dentro do espaço acadêmico; fomentar os debates entre os pesquisadores e programadores de jogos eletrônicos; socializar as pesquisas que vem sendo desenvolvidas no Brasil em torno dos jogos eletrônicos, socializando assim, o potencial interativo desses elementos tecnológicos.

E, ainda: implementar a cultura dos games na sociedade contemporânea, apontando suas possibilidades pedagógicas e comunicacionais visando a criação de dispositivos para as demandas escolares; promover a interlocução, em diferentes atividades científicas, de especialistas locais e nacionais; além de consolidar intercâmbio científico entre universidades brasileiras.

Durante o evento serão realizadas conferências, mesas redondas, lançamentos de livros e games, palestras, mostra de jogos eletrônicos, apresentação de grupos de trabalhos e apresentações culturais.

A abertura será no dia 20 de agosto, às 9 horas, no Auditório do Departamento de Psicologia, Campus Universitário de Bodocongó, com a participação da reitora Marlene Alves. "UFF Jogos Eletrônicos: Entretenimento e Personalidade múltiplas" será o tema da conferência de abertura, ministrada pelo professor doutor Esteban Walter Clua. Outras informações: (83) 3315-3300 / 3333-1368. >

http://www.paraiba.pb.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=23799&Itemid=2
Escrito por Tomaz Passamani às 18:16:55
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O Terceiro Muro - O Globo - 23/06/2007

O Brasil começou a ser construído pela força dos braços dos escravos, desenvolveu-se pela habilidade das mãos dos operários, mas só avançará com o toque competente dos dedos dos operadores no mundo digital. Essa migração dos braços dos escravos para os dedos dos operadores aconteceu exigindo uma crescente qualificação.

Ao escravo bastava a força; ao operário, força e algum treinamento. Mas os operadores atuais precisam de formação, qualificação e educação. A produção de açúcar, ouro e café consumia mão-de-obra e terra; a indústria exigia, além de mão-de-obra e recursos naturais, o capital-máquina. A produção do futuro vai exigir poucos recursos naturais, quase nenhuma mão-de-obra e muita ciência e tecnologia - elementos que compõem o capital-conhecimento. A passagem da escravidão para a liberdade exigiu a abolição; para a economia industrial com o trabalho livre do operário, foram necessários investimentos e treinamento; para a economia do conhecimento, vai ser preciso uma revolução educacional.

Não é possível formar o capital conhecimento sem boas universidades, e estas não surgirão em todo o seu potencial enquanto, no Brasil, apenas um terço da população jovem concluir o Ensino Médio, e com má qualidade.

Mas a elite brasileira ainda não entendeu a mudança em curso. Os conservadores, contentes com o atual estado das coisas, acham que basta o tempo para a economia crescer, nos mesmos padrões do capitalismo do século XX. Os chamados progressistas, descontentes com a realidade, acreditam que basta copiar os modelos e métodos do socialismo do século XIX. Os primeiros acham que não é preciso mudar, apenas seguir o rumo do passado. Os outros, que a mudança deve ser feita sem mudar o projeto e os conceitos herdados do passado. No tempo dos operadores digitais, ainda continuam acreditando que a vanguarda do progresso social está no proletariado da mão-de-obra dos operários, que estão se transformando em operadores ou em trabalhadores terceirizados e sem qualificação.

A libertação não está mais na economia nem na estatização, mas na educação e na distribuição do conhecimento. A utopia não é mais uma economia controlada pelo estado que distribui renda, mas um processo social que garanta a mesma chance a todos, e isso só se consegue com uma escola igual para todos: a escola do filho do pobre com a mesma qualidade da escola do filho do rico. Esse é o gesto revolucionário do século XXI. O único capaz de transformar operários em operadores, libertá-los das necessidades e derrubar o muro da desigualdade. Essa é a luta que substitui o objetivo da abolição, do século XIX, e do socialismo, no século XX.

Só a escola igual para todos, e com qualidade máxima, vai permitir que o Brasil derrube o muro da desigualdade, assegurando a mesma chance a cada brasileiro, e também o muro do atraso, avançando para uma economia do conhecimento.

Mas para derrubar esses dois muros, é preciso derrubar outro: o muro do atraso mental, da consciência atrasada, parada nos séculos XIX ou XX. A chamada esquerda tradicional se recusa a entender essa mudança na realidade e a defender esse novo conceito de revolução. Há uma razão classista, talvez subjetiva: a revolução na educação terá um efeito distributivo sobre a propriedade do conhecimento e, portanto, sobre o acesso aos privilégios que o saber assegura. Se a escola fosse boa para todos, muitos dos que já entraram na universidade teriam ficado de fora, superados pela educação da maioria, hoje excluída.

Tudo mudou, menos a luta de classes entre os que têm e os que não têm - não mais terra, como no tempo dos escravos; ou capital, como no tempo dos operários; mas conhecimento, nestes tempos de operadores. A revolução consiste em fazer uma educação capaz de transformar operários em operadores.

Mas a esquerda, representante da classe média, tornou-se política, social e ideologicamente conservadora, não derrubou o terceiro muro, e ainda se beneficia dele para proteger seus privilégios de classe dona do conhecimento.

Escrito por: Cristovam Buarque - cristovam@senador.gov.br

 

http://www.cristovam.com.br/index.php?secao=secoes.php&sc=8&id=4037


Escrito por Tomaz Passamani às 13:28:05
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23/06/2007

Os Desafios da Computação Quântica - LUIZ DAVIDOVICH

Módulo: Um Balanço das Ciências no Século XX
Os Desafios da Computação Quântica
Neste programa Luiz Davidovich procura mostrar os desafios da computação quântica a partir da introdução de noções básicas e não intuitivas da física e do mundo quântico. Ele explica também as tecnologias desenvolvidas nas mais diversas áreas científicas que servem como uma das motivações para o desenvolvimento da computação quântica.
Luiz Davidovich: doutor em física pela Universidade de Rochester, EUA; professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro; membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia de Ciências do Terceiro Mundo, da qual recebeu o prêmio de física de 2001. Por suas realizações, recebeu a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico; é coordenador do Instituto do Milênio de Informação Quântica que reúne doze instituições de pesquisa no Brasil.

Informações Especiais: Curador: Rogério Cézar de Cerqueira Leite

Log On/Culturamarcas

Cor: Colorido
Ano de Lançamento: 2006
Recomendação: livre
Região do DVD: Multi-Região
Formatos de Tela: FullScreen

http://www.submarino.com.br/dvds_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=6&ProdId=1741682&ST=SR

 


Escrito por Tomaz Passamani às 12:47:38
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12/06/2007

A economia do software livre

 

17 de maio de 2007

Software público, cooperativas, investimentos de prefeituras, sistemas embarcados, formação de consórcios. O mercado do código aberto dá sinais de aquecimento.
Verônica Couto

Escrito por Tomaz Passamani às 19:27:36
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11/06/2007

O Socialismo do Século XXI

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14181&editoria_id=4

A ESQUERDA EM DEBATE

O Socialismo do Século XXI

No segundo artigo da série sobre os desafios presentes e futuros da esquerda, o sociólogo Boaventura de Sousa Santos analisa o que poderia ser o "socialismo do século XXI". Para ele, não haverá socialismo e sim socialismos do século XXI.

O que de mais relevante está a acontecer a nível mundial, acontece à margem das teorias dominantes e, até, em contradição com elas. Há vinte anos, o pensamento político conservador declarou o fim da história, a chegada da paz perpétua dominada pelo desenvolvimento “normal” do capitalismo – em liberdade e para benefício de todos – finalmente liberto da concorrência do socialismo, lançado este irremediavelmente no lixo da história.

À revelia de todas estas previsões, houve, neste período, mais guerra que paz, as desigualdades sociais agravaram-se, a fome, as pandemias e a violência intensificaram-se, a China “desenvolveu-se” sem liberdade e mediante violações massivas dos direitos humanos e, finalmente, o socialismo voltou à agenda política de alguns países. Concentro-me neste último porque ele constitui um desafio tanto ao pensamento político conservador, como ao pensamento político progressista.

A ausência de alternativa ao capitalismo foi tão interiorizada por um como por outro. Daí que, no campo progressista, tenham dominado “terceiras vias”, buscando encontrar no capitalismo a solução dos problemas que o socialismo não soubera resolver.

Em 2005, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, colocou na agenda política o objectivo de construir o “socialismo do século XXI”. Desde então, dois outros governantes – tal como Chávez, democraticamente eleitos –, Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador), tomaram a mesma opção. Qual o significado deste aparente desmentido do fim da história? Qual o perfil da alternativa proposta ao capitalismo? Que potencialidades e riscos ela contém?

O socialismo reemerge porque o capitalismo neoliberal, não só não cumpriu as suas promessas, como tentou disfarçar esse facto com arrogância militar e cultural; porque a sua voracidade de recursos naturais o envolveu em guerras injustas e acabou por dar poder a alguns países que os detêm; porque Cuba – qualquer que seja a opinião a respeito do seu regime – continua a ser um exemplo de solidariedade internacional e de dignidade na resistência contra a superpotência; porque, desde 2001, o Fórum Social Mundial tem vindo a apontar para futuros pós-capitalistas, ainda que sem os definir; porque nesse processo ganharam força e visibilidade movimentos sociais, cujas lutas pela terra, pela água, pela soberania alimentar, pelo fim da dívida externa e das discriminações raciais e sexuais, pela identidade cultural e por uma sociedade justa e ecologicamente equilibrada parecem estar votadas ao fracasso no marco do capitalismo neoliberal.

O socialismo do séc. XXI, como o próprio nome indica, define-se, por enquanto, melhor pelo que não é do que pelo que é: não quer ser igual ao socialismo do séc. XX, cujos erros e fracassos não quer repetir. Não basta, porém, afirmar tal intenção. É preciso realizar um debate profundo sobre os erros e fracassos para que seja credível a vontade de evitá-los. Quando, em dezembro passado, o presidente Chávez anunciou o propósito de criar um partido socialista unificado a partir de diferentes partidos que apoiam o governo, o temor que tal gerou de, com isso, estar a propor um regime de partido único de tipo soviético, é bem demonstrativo de como estão vivas as memórias do passado recente.

Se tal desidentificação em relação ao socialismo do séc. XX for levada a cabo de maneira consequente, alguns dos seguintes traços da alternativa deverão emergir: um regime pacífico e democrático assente na complementaridade entre a democracia representativa e a democracia participativa; legitimidade da diversidade de opiniões, não havendo lugar para a figura sinistra do “inimigo do povo”; modo de produção menos assente na propriedade estatal dos meios de produção do que na associação de produtores; regime misto de propriedade onde coexistem a propriedade privada, estatal e colectiva (cooperativa); concorrência por um período prolongado entre a economia do egoísmo e a economia do altruísmo, digamos, entre Windows Microsoft e Linux; sistema que saiba competir com o capitalismo na geração de riqueza e lhe seja superior no respeito pela natureza e na justiça distributiva; nova forma de Estado experimental, mais descentralizada e transparente, de modo a facilitar o controle público do Estado e a criação de espaços públicos não estatais; reconhecimento da interculturalidade e da plurinacionalidade (onde for caso disso); luta permanente contra a corrupção e os privilégios decorrentes da burocracia ou da lealdade partidária; promoção da educação, dos conhecimentos (científicos e outros) e do fim das discriminações sexuais, raciais e religiosas como prioridades governativas.

Será tal alternativa possível? A questão está em aberto. Nas condições do tempo presente, parece mais difícil que nunca implantar o socialismo num só país, mas, por outro lado, não se imagina que o mesmo modelo se aplique em diferentes países. Não haverá, pois, socialismo e sim socialismos do séc. XXI. Terão em comum reconhecerem-se na definição de socialismo como democracia sem fim.

 


Escrito por Tomaz Passamani às 13:58:43
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Universidade democrática é meritocrática

https://grupos.ufrgs.br/pipermail/edp-53-l/attachments/20041116/fd7928b9/Univers-democrEmeritocr-0001.doc

LuiTENDÊNCIAS/DEBATES
FSP 12 Nov 04

HERCH MOYSÉS NUSSENZVEIG

Às vésperas da remessa ao Congresso do projeto do MEC sobre reforma universitária, concepções equivocadas da relação entre democracia e universidade ameaçam o futuro das universidades públicas brasileiras. São exemplos as propostas de eleição direta de reitor e do sistema de quotas, incluídas no projeto, e a aceitação pelo MEC das pressões contra o "produtivismo" ao negociar com sindicatos docentes.
Numa sociedade democrática, a educação deve dar igual oportunidade a todos para desenvolver plenamente suas aptidões, de forma compatível com o bem-estar da coletividade. Isso não significa "universidade para todos", entendendo por universidades instituições de ensino e pesquisa como nossas melhores universidades públicas.
Uma boa formação universitária custa caro, especialmente em carreiras como medicina. Ensino universitário público "gratuito" e de qualidade tem de ser sustentado pelos contribuintes, com grande sacrifício num país como o nosso. A justificativa para isso só pode ser a extrema importância para o país de privilegiar tal tipo de formação. Daí decorre a necessidade imperiosa de empregar esse investimento da melhor forma possível: para ser democrática, a universidade pública tem de ser meritocrática. Isso vale para docentes, discentes e funcionários.


Concepções equivocadas da relação entre democracia e universidade ameaçam o futuro das universidades públicas brasileiras



Princípios análogos foram enunciados na França, em 1947, por Paul Langevin e Henri Wallon, constituindo o que foi chamado de "elitismo republicano". A "elite republicana" não é selecionada por critérios de fortuna ou étnicos, mas tão-somente pelo mérito. Como bem se pronunciou um estudante negro que não apelou para quotas na Uerj e foi preterido em benefício de outros com pontuação menor: "Para mim, faculdade é lugar de excelência, para quem tem mérito".
Análises estatísticas rigorosas de políticas de ação afirmativa encontram-se na recente coletânea "Meritocracy and Economic Inequality", de que participaram os Prêmios Nobel de Economia Kenneth Arrow e Amartya Sen. Uma das recomendações é que se igualem as oportunidades educacionais para todos até a conclusão do ensino médio; daí por diante, deve prevalecer o princípio da não-discriminação. Igualar oportunidades educacionais significa não só disponibilizar ensino público de qualidade mas também fornecer assistência no ambiente familiar e comunitário, que influencia fortemente o desempenho educacional. Em relação às universidades, é altamente recomendável maximizar a diversidade do corpo discente, sem sacrificar a qualidade.
"Universidade democrática" não significa, portanto, aquela em que docentes, discentes e funcionários elegem o reitor por voto paritário, em que há isonomia salarial entre todos os docentes da mesma categoria, independentemente de critérios "produtivistas" de desempenho, como pleiteiam sindicatos docentes. Esse "igualitarismo de fancaria", na expressão do grande matemático francês e corajoso militante de esquerda Laurent Schwartz, remete aos idos de maio de 1968, quando alguns experimentos desse gênero foram ensaiados e rapidamente malograram.
A eleição direta e paritária de reitor seria uma singularidade brasileira: nenhum país, incluindo os de regime socialista, adota tal procedimento. A atual legislação para escolha, através de lista tríplice, já é burlada por "consultas amplas" em que se emulam as piores práticas da política partidária. Poderíamos adotar, isso sim, o procedimento civilizado de um comitê de busca, inclusive fora da universidade, a exemplo do que já se faz em institutos do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Para maximizar a eficiência de utilização das verbas públicas deve prevalecer, em todos os aspectos do funcionamento e gestão das universidades, a hierarquia do mérito e da excelência acadêmica, palavras que constituem anátema para as hostes sindicais. Igualmente execrados por elas são acompanhamento e avaliação externa permanentes, contrapartida "sine qua non" para uma responsável autonomia de gestão. O horror à avaliação externa é ilustrado pela repulsa à GED, gratificação que estabelecia uma distinção entre docentes com base no desempenho. A GED não foi atacada pelo que tinha de ruim -os critérios e procedimentos burocráticos empregados na avaliação-, mas pelos seus méritos, por ousar avaliar, recompensando o "produtivismo"!
Outro sintoma da "avaliofobia" é a estabilização precoce e, na prática, permanente de docentes recém-contratados, sem julgamento criterioso, com predominância externa, do seu desempenho no curto período probatório. É também excepcional que se cumpra com rigor o acompanhamento externo indispensável para justificar a permanência no regime de dedicação exclusiva.
Monteiro Lobato dizia: "Ou o Brasil acaba com a saúva, ou a saúva acaba com o Brasil". A saúva das universidades públicas é o corporativismo personificado nos sindicatos docentes. Os muitos docentes dedicados e produtivos, que não têm tempo nem paciência para agüentar a politicagem e as manobras nas minguadas assembléias, não são representados por essas associações. Já é hora de nos livrarmos dessa praga.

Herch Moysés Nussenzveig, físico, é professor emérito da UFRJ e membro titular da Academia Brasileira de Ciências. Laureado com o prêmio Max Born da Optical Society of America, foi professor e pesquisador visitante do Instituto de Estudos Avançados de Princeton (EUA).

 


Escrito por Tomaz Passamani às 13:56:59
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08/06/2007

Método Supera - Ginástica para o Cérebro

http://www.portaldofranchising.com.br/area.asp?
A040_cod_area=10&A041_cod_conteudo=489


Inauguração do Método Supera na Paraíba




O Método Supera - Ginástica para o Cérebro inaugura unidade em João
Pessoa - PB no início de março.



A empresa já possui franquias na região sudeste e chega agora ao
nordeste. A unidade de João Pessoa - PB será inaugurada no dia 06 de
março com a realização de um coquetel às 19 horas.



No mesmo dia será realizada a palestra sobre o SUPERA, ministrada
pelo idealizador do Método, Antonio Carlos, e a exibição do vídeo
institucional, que conta com o depoimento do professor da
Universidade de São Paulo (USP) Luiz Barco sobre o ábaco.



O coquetel será realizado no próprio estabelecimento do SUPERA.
Avenida Rui Carneiro, 830 - Miramar, esquina com Giacomo Porto.
Telefone para confirmação: (83) 3268-5085 ou (83) 9127-9910.



A Franqueada SUPERA


Maria Betânia Pereira é a mais nova fraqueada do SUPERA.

Ela sempre sonhou em ter o seu próprio negócio e conheceu o SUPERA no
site da Associação Brasileira de Franchising (ABF).



Escolheu o SUPERA por ser um "método inovador e por ajudar no
complemento da educação e no desenvolvimento das pessoas, seja ela
criança, jovem ou adulto". E afirma, "eu mesma pensei na hora em que
navegava pelo site, se tivesse um filho faria de tudo para que ele
tivesse esse diferencial. E ainda mais, que eu gostaria de ter esse
diferencial, pois a cada dia o nível de informação se expande e para
acompanhar tamanha evolução, precisamos encontrar novos meios ou
métodos que nos auxiliem".



"Minhas expectativas são as melhores possíveis, tenho certeza que o
público de João Pessoa vai entender a proposta do SUPERA e abraçar o
método como um diferencial competitivo", conclui Maria Betânia.



A capacidade física da unidade em João Pessoa é de aproximadamente
300 alunos e com a rede franqueada deverá atender até 2.000 alunos.





O SUPERA




O Método Supera - Ginástica para o Cérebro, foi idealizado pelo
Engenheiro Aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de
Aeronáutica (ITA), Antonio Carlos Guarini Perpétuo, após dois anos de
estudo. Tem sede em São José dos Campos - SP, pólo industrial e
tecnológico. É a primeira de curso livre na América Latina com a
proposta de desenvolver o cérebro. A principal ferramenta do SUPERA
é o ábaco, conhecido pelos japoneses como soroban.



O Método Supera não é um curso de conteúdo, mas um método próprio e
eficaz desenvolvido a partir de exercícios de lógica e da prática de
cálculos através do ábaco.


Tem a finalidade de potencializar a capacidade cognitiva das
crianças, jovens, adultos e melhor idade. Aumentando, assim, a
criatividade, concentração, foco, raciocínio lógico, segurança, auto-
estima, perseverança, disciplina e coordenação motora.



É um método transformador e eficaz, que através de atividades
extracurriculares amplia o interesse, a capacidade de absorção e
retenção de todo conteúdo da grade curricular.



O curso tem duração de um a dois anos, dependendo da dedicação do
aluno e é dividido em dez níveis. As aulas são ministradas uma vez
por semana com duração de duas horas. Nos níveis avançados os alunos
usam as habilidades adquiridas e, projetando um ábaco imaginário na
mente, passam a fazer os cálculos mentalmente, trabalhando o lado
criativo do cérebro.



O método é muito aceito por crianças, jovens e adultos, pois as aulas
são dinâmicas e contagiantes. Já os inúmeros pedagogos e educadores
que avaliaram o método o aprovaram com entusiasmo e o identificaram
como algo realmente positivo para a educação brasileira. Os
resultados surpreendentes apresentados pelos alunos só vêm confirmar
a eficiência esperada do método.



Exercitando o Cérebro



Como um atleta que necessita exercitar os músculos, também o nosso
cérebro necessita de exercícios. Sem essas atividades, como o
músculo, o cérebro deixa de se desenvolver. Esse é o objetivo do
Método Supera, fazer com que as pessoas exercitem o cérebro e
aumentem a sua capacidade de aprendizado.



Escrito por Tomaz Passamani às 21:10:28
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30/05/2007

Endereços IP da Internet podem acabar em 2010?

28/05/2007 20:59

Mais uma vez, é soado o alarme sobre quando não haverá mais endereços IP disponíveis na Internet. Desta vez, há duas datas específicas previstas. O Relatório de Endereços IPv4 cita Abril ou Dezembro de 2010, dependendo da fonte usada na contagem.

A Autoridade de Números Voltados para a Internet (IANA) prevê a data mais recente. A organização gerencia endereços IPv4, mas não lida com endereços separados para provedores ou usuários finais. Já a Registradora Regional da Internet, grupo de vários órgãos regionais de distribuição de IPs, é levemente mais otimista, citando Dezembro de 2010 como data limite.

Nas duas previsões, no entanto, o tempo é próximo de três anos - um cenário preocupante. A ARIN, organização responsável por fornecer endereços IP na América do Norte, publicou uma resolução mostrando que apenas 19% dos possíveis endereços IPv4 estão disponíveis, enquanto 68% foram alocados e 13% são indisponíveis, além de promover o novo padrão IPv6. Há 4.3 bilhões de endereços IPv4 possíveis, enquanto o IPv6 apresenta 16 sextilhões (quatro bilhões vezes quatro bilhões) de possibilidades.

Há esforços para prolongar o uso do IPv4 para uma migração menos custosa para o IPv6, como conversão e duplicação de endereços, embora as medidas apenas atrasem o inevitável. Sam Masud, analista chefe de infra-estrutura da Frost & Sullivan, alertou no último ano sobre a falta de IPs em 2010, e classificou as previsões mais recentes como 'medonhas'. >

"É como um alarme de incêndio, o que significa que, se agirmos rapidamente, podemos reverter a situação", segundo Masud. "Mas a quantidade de dispositivos compatíveis apenas com IPv4, como celulares e outros dispositivos móveis, só tende a piorar o cenário".

Mais informações: InternetNews

http://www.baboo.com.br/msn/content.asp?z=188&id=28813

 


Escrito por Tomaz Passamani às 20:23:28
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25/05/2007

AL fará intercâmbio de software livre



http://www.pnud.org.br/administracao/reportagens/index.php?id01=2688&lay=apu

Belo Horizonte, 23/05/2007
AL fará intercâmbio de software livre
Rede virtual vai agrupar países da América Latina e Caribe para trocar programas gratuitos que facilitem as ações da administração pública
Crédito: Governo do Mato Grosso/Divulgação


TALITA BEDINELLI
da PrimaPagina

Uma rede formada por países da América Latina pretende intensificar, na administração pública, o uso de softwares livres (que não precisam de licença para uso). A iniciativa — que já conta com a participação de Brasil, Cuba, Venezuela, Colômbia e Uruguai — vai divulgar programas utilizados em algumas nações e auxiliar a adaptá-los para que possam ser implementados em outros locais. Os softwares ficarão disponíveis na internet, acessíveis a qualquer internauta.

A Rede Colaborativa de Software Livre e Aberto da América Latina e Caribe, como é chamada a iniciativa, começou a ser montada no fim de 2005, por meio de uma parceria entre o PNUD e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), que abriga o primeiro núcleo de coordenação do projeto. O acordo foi formalmente assinado na semana passada. “A rede vai trabalhar com software livre voltado para governança. Vai reunir a demanda de software dos países nessa área, ou seja, o que cada país está precisando, e o que eles podem oferecer”, diz Fausto dos Anjos Alvim, analista de programa da Unidade de Políticas Sociais do PNUD.

Os programas gratuitos serão disponibilizados para os outros interessados. A rede vai fornecer especialistas para fazer as adaptações nos softwares, de modo que eles atendam as necessidades de cada país. Para isso, o projeto contará inicialmente com US$ 200 mil, doados pelo escritório do PNUD de Nova York e pela UFMG. “Como o software é livre, não se compra nem vende. Mas é preciso que sejam feitas adaptações, e a verba serve para isso”, explica Alvim.

Até o momento, a rede é formada por representantes dos governos de Cuba, Brasil e Venezuela, uma organização não-governamental do Uruguai e outra da Colômbia. Três programas, todos do Brasil, foram compartilhados: um destinado a compras governamentais, outro que faz um inventário de máquinas relacionadas com a tecnologia da informação e outro que autentica com maior segurança documentos assinados por membros da administração pública. A participação dos países e o número de integrantes vai aumentar, esperam os organizadores.

A partir de junho, deverá entrar no ar um portal, que abrigará todos os programas disponibilizados pelos países. Qualquer interessado poderá acessá-los e baixar os arquivos gratuitamente, mas não poderá, inicialmente, inserir novos softwares sem a autorização dos organizadores.

Além da divulgação dos programas gratuitos já usados, a iniciativa tem como objetivo também fomentar a elaboração de novos, explica Wagner Meira Júnior, professor do departamento de Ciência da Computação da UFMG, que coordena o núcleo da universidade. “Há uma preocupação com as pequenas e médias empresas que atuam na área de software livre. Queremos incentivar que elas criem novos programas”, diz. “As demandas [dos governos] serão mapeadas para que essas empresas saibam quais as áreas desse mercado que estão vazias e onde podem investir”, completa o analista do PNUD.


Escrito por Tomaz Passamani às 06:47:57
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12/05/2007

2° Workshop-Escola de Computação e Informação Quântica



2° Workshop-Escola de Computação e Informação Quântica
29, 30 e 31 de Outubro de 2007 • Auditórios da FIEP • Campina Grande, Paraíba
Instituto de Estudos em Computação e Informação Quânticas - IQUANTA
Universidade Federal de Campina Grande - UFCG

http://www.dsc.ufcg.edu.br/~iquanta/weciq2007/home.html
Escrito por Tomaz Passamani às 12:22:29
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21/04/2007

Ensino básico, silenciosa tragédia nacional - O Estado de S. Paulo

 

http://www.cristovam.com.br/index.php?secao=secoes.php&sc=23&id=3555

20/04/2007 às 16:37
Ensino básico, silenciosa tragédia nacional - O Estado de S. Paulo
 

Artigo de Sebastião de Amorim

Nos anos 40, Jacomo Stávale, autor de livros de Matemática para o curso ginasial, era um nome conhecido no ensino básico brasileiro. Recentemente, explorando uma estante de livros antigos no sótão na velha casa da minha família em Jaraguá, no interior goiano, deparei com um pequeno tesouro: uma surrada edição de 1946 de seu Elementos de Matemática para a quarta série ginasial. Intrigado com a disfunção do ensino básico brasileiro, que põe nossos jovens, intelectualmente, entre os piores preparados do planeta, aquele volume, de aspecto austero e respeitável, forneceu pistas valiosas.

A baixa qualidade geral do ensino básico no Brasil é fato amplamente conhecido. Avaliações focadas no critério da quantidade e da qualidade do conhecimento adquirido pelo jovem, ao longo do ensino básico, revelam os contornos de uma profunda e silenciosa tragédia nacional.

Em particular, a pesquisa feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por meio do seu Programa para Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa), é dramaticamente reveladora. Realizada a cada três anos, examina amostras de estudantes concluindo o fundamental, nas redes pública e privada, dos seus países membros ou associados. Na edição de 2003, focada em Matemática, a pesquisa envolveu 250 mil estudantes de 40 países. O simples fato de o Brasil ter ficado em último lugar, repetindo seu resultado de 2000, em Linguagem e Comunicação já deveria provocar uma convulsão nacional, envolvendo governos, escolas, associações de pais e mestres e grêmios estudantis. Mas não provocou, ao contrário do que ocorreu na orgulhosa Alemanha, humilhada com uma medíocre vigésima posição. E nós não apenas ficamos em último. O pior - o trágico - foi a forma contundente como conquistamos aquela posição.

O minucioso exame de Matemática do Pisa - cuidadosamente calibrado no padrão internacional - permitiu classificar cada aluno amostrado, segundo seu desempenho, em seis níveis de competência: do muito fraco e fraco ao muito bom e excelente, passando pelo razoável e bom. Ao final, com base em milhares de alunos examinados em cada país (cerca de 8 mil brasileiros), a distribuição de seus jovens entre os diferentes níveis pôde ser estimada com precisão. A comparação dos resultados por país os ordena segundo o nível de desenvolvimento matemático de seus jovens concluindo o fundamental.

Alguns resultados da pesquisa são espantosos. Na Coréia, China (Hong Kong e Macau) e Japão, um terço das crianças conquista, ao longo do fundamental, um padrão de conhecimento, discernimento e raciocínio matemáticos que as põem na categoria superior - dos níveis muito bom e excelente - relativamente ao padrão internacional de Matemática para o fundamental. Países como Finlândia, Suíça, República Checa e Austrália, entre outros, elevam mais que 20% de suas crianças àquela categoria de elite. No outro extremo da escala estão as crianças que, por falta de talento específico para o tema ou outra circunstância especial, apresentaram desempenho muito fraco. Mesmo na Finlândia, classificada em primeiro lugar pelo critério global, elas são quase 7%.

Já no Brasil, 37% dos estudantes foram confinados à categoria inferior - dos níveis muito fraco ao fraco -, e apenas 9% alcançaram a categoria intermediária, dos níveis razoável e bom. Ninguém atingiu a categoria superior! Os restantes 54% não apresentaram desempenho suficiente para se qualificar à categoria inferior, sendo então classificados num nível especial - abaixo do muito fraco - dos analfabetos funcionais; daqueles que de Matemática, durante o fundamental, não aprenderam nada ou quase nada.

A ausência completa da categoria superior entre os 8 mil brasileiros amostrados leva à conclusão estatística de que sua taxa de ocorrência no universo de todos os estudantes brasileiros concluindo o fundamental é menor que 0,03%, portanto mais de mil vezes inferior à dos países líderes.

É fato inquestionável que nossas gerações de crianças vêm ao mundo com o mesmo perfil de talento, curiosidade e predisposição congênitos para o aprendizado que as de qualquer outro país - traço comum do gênero humano. A nossa ausência na categoria superior, ao final do fundamental, prova algo mais significativo e profundo que o fato já bem conhecido da desconcertante disfunção de nossa escola fundamental. A única interpretação defensável para este resultado é que, mesmo nas melhores escolas, grande parte do programa internacional-padrão de Matemática para o ensino fundamental não é sequer apresentada aos alunos.

De alguma forma, a nossa escola fundamental, pública e privada, não promove o acesso de nossas crianças aos níveis mais elevados de proficiência escolar, ao mesmo tempo em que condena mais da metade delas ao analfabetismo funcional. Aparentemente por uma opção pedagógica tragicamente equivocada, nas escolas fundamentais nossas crianças estão recebendo, do núcleo duro da formação escolar básica - Linguagem e Comunicação, Matemática e Conhecimentos Gerais -, uma dieta acadêmica rala que as está condenando à subnutrição intelectual crônica.

Aqui, o livro do prof. Stávale é revelador. Comparando-o com os textos correspondentes atuais, o mesmo se agiganta em abrangência, profundidade e elegância formal. Na minúscula Jaraguá dos anos 40, uma criança atravessou aquele texto no ginásio local, deixando, em cada página, as marcas de seu esforço e de suas conquistas. Mas, ao longo destes últimos 60 anos, nosso ensino básico buscou atalhos, simplificando o ensino, progressivamente abdicando de conteúdo, relevância e profundidade. Por outro lado, uma inspeção dos livros-textos atuais dos países líderes do Pisa demonstra que um aluno finlandês ou australiano estaria muito mais em casa numa sala de aula do ginásio da remota Jaraguá dos anos 40 que nas mais conceituadas escolas paulistanas de hoje.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

 

 


Escrito por Tomaz Passamani às 15:13:51
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22/03/2007

Vale a pena comprar um micro com Linux?

(Yahoo! Notícias) Sex, 16 Mar - 15h23

Por Carlos Ossamu


Microcomputadores completos por menos de mil reais já não são novidades. Além da queda natural dos preços, por conta do dólar mais baixo, há incentivos fiscais do governo, como isenção de PIS/Cofins para equipamentos abaixo de R$ 2.500.

No site das Lojas Americanas, por exemplo, um micro da Amazon PC é vendido por R$ 869 à vista ou em 12 parcelas de R$ 72,40 sem juros. Ele vem com processador Via de 1 GHz, 128 MB de memória, HD de 40 GB, monitor de 15 polegadas, gravador de CD, placa de rede, mouse e teclado.

O sistema operacional é o Linux. A configuração é bastante modesta, levando-se em conta o processador Via de 1 GHz. Com um pouco mais de investimento, diluído em 12 meses, será possível comprar um micro com processador mais potente.

Mas a questão é: vale a pena comprar com computador com sistema operacional Linux para uso doméstico? O Linux evoluiu muito nos últimos anos e vem ganhando cada vez mais adeptos, até mesmo no mercado corporativo. Trata-se de um software livre, ao contrário do Windows, que é proprietário. Como o código-fonte do Linux é aberto, qualquer um pode fazer uma melhoria.

A comunidade Linux é muito forte e atuante. No mundo, estima-se perto de 1 milhão de desenvolvedores, que trabalham voluntariamente para o aperfeiçoamento do sistema operacional.

O Linux foi criado oficialmente em 1991 pelo então estudante finlandês Linus Tovard, que se tornou uma celebridade entre os escovadores de bits do mundo todo - a primeira versão estável para chips Intel x86 (versão 1.0) só chegou ao mercado no início de 1994. Desde o começo, a idéia era que o código-fonte fosse aberto, para que pesquisadores de qualquer lugar do mundo pudessem sugerir implementações no seu kernel (o núcleo do sistema). Isso só se tornou possível com a internet, que derrubou distâncias e permitiu o desenvolvimento de uma comunidade virtual. Ao mesmo tempo, o Linux ganhou projeção ao dar mais estabilidade aos servidores web Apache, um dos mais usados até hoje.

Esse sistema operacional pode ser baixado da internet gratuitamente, mas a forma mais fácil e segura de instalar o Linux é por meio das versões das várias distribuidoras, como Mandrake, Red Hat, SuSe, Slackwared, Debian, Kurumin, entre outras. Uma distribuição é um conjunto com o kernel e vários programas, empacotado, de forma que seja fácil de instalar e manter atualizado. São produtos vendidos em prateleiras, com manuais, suporte e diversos softwares aplicativos, para que o usuário não precise correr atrás dos programas mais comuns, como processador de textos, planilhas, apresentações e até joguinhos. Os distribuidores geralmente possuem versões para servidores e para desktops (usuários finais).

Em geral, os microcomputadores com sistema operacional Linux vêm com um pacote de softwares aplicativos, como a suíte gratuita OpenOffice, que concorre com o Microsoft Office e possui processador de textos, planilha, software de apresentação, de desenho, banco de dados e um editor de fórmulas. Um outro programa gratuito que costuma acompanhar esses computadores é o browser Lojas Firefox, que tem se mostrado rápido e eficiente, ganhando inclusive mercado do Internet Explorer. Dependendo do fabricante do micro, outros programas são inseridos no pacote de aplicativos, como calendários, agendas, editores de imagens, jogos etc.


Será que um usuário doméstico, que usa o computador para tarefas gerais e navegar na internet conseguirá conseguirá fazer isso de forma confortável e sem problemas?


Navegar na Web - Neste ponto, o usuário quase não terá problemas. Com o Firefox ele conseguirá carregar praticamente todas as páginas normalmente. Em raras exceções haverá alguma página com problema de compatibilidade. No passado, na época da "guerra dos browsers" entre a Netscape e o Internet Explorer, esse problema se tornou grave, onde o usuário de um browser não conseguia visualizar uma página feita para o outro programa.

E-mail
- O internauta também não terá problemas em enviar ou receber e-mails, pois o Firefox traz um gerenciador de correios eletrônicos.

Aplicativos
- Com o OpenOffice, o usuário poderá escrever textos e salvar no formato .doc do MS-Word, assim como abrir arquivos neste formato. O mesmo ocorre com a planilha e o programa de apresentação. Assim, se ele receber um arquivo em PowerPoint por e-mail, ele conseguirá abrir normalmente. O único problema é se o usuário do Linux receber um arquivo com macros do Windows (uma espécie de programação, que realiza tarefas automaticamente). Ele não conseguirá reproduzir isto no Linux.

Vídeo
- No caso de serviços como o YouTube, onde o vídeo roda em Flash, não haverá problemas. Caso ele queira reproduzir arquivos de vídeo, ele terá de ter um tocador. O mais usado pela comunidade Linux é o Mplayer, que também pode ser baixado de qualquer site de download, caso não venha no pacote oferecido pelo fabricante do micro.

Bate-papo
- Também é possível usar os serviços de Instant Messenger a partir de máquinas com Linux, como o MSN e o Yahoo! Messenger. No caso do Yahoo!, basta o usuário ter uma conta e instalar a versão Linux do Messenger. No caso do MSN, o usuário poderá instalar o Gaim, um programa de mensagens instantâneas multiplataformas, que permite conversar com outros usuários, seja no MSN, Yahoo!, ICQ, IRC e outros serviços.

Vírus
- Uma grande vantagem do usuário Linux é em relação à segurança. São poucos os vírus eletrônicos feitos para este sistema operacional. Mesmo que o usuário abra um e-mail contaminado com vírus para Windows, ele não funcionará no Linux.

Games
- Este talvez seja ainda o ponto fraco do Linux. Existem vários games que rodam nesta plataforma, incluindo versões gratuitas e comerciais, inclusive clássicos como Doom e Quake. Mas os grandes desenvolvedores mundiais de games ainda não estão apostando em versões para Linux.

Imposto de Renda
- O usuário conseguirá fazer e enviar a sua Declaração de Imposto de Renda sem problemas. No site da Receita Federal, ele encontrará as versões Windows e Java. Ele deve escolher este último e ter instalado a máquina virtual Java. Caso não tenha, há um link para fazer o download.

*Carlos Ossamu é jornalista especializado em tecnologia e colaborador do caderno de Informática do jornal Diário do Comércio e das revistas Info Corporate e Canal Info


Escrito por Tomaz Passamani às 14:53:57
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