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CASA DO LINUX
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22/03/2007

Vale a pena comprar um micro com Linux?

(Yahoo! Notícias) Sex, 16 Mar - 15h23

Por Carlos Ossamu


Microcomputadores completos por menos de mil reais já não são novidades. Além da queda natural dos preços, por conta do dólar mais baixo, há incentivos fiscais do governo, como isenção de PIS/Cofins para equipamentos abaixo de R$ 2.500.

No site das Lojas Americanas, por exemplo, um micro da Amazon PC é vendido por R$ 869 à vista ou em 12 parcelas de R$ 72,40 sem juros. Ele vem com processador Via de 1 GHz, 128 MB de memória, HD de 40 GB, monitor de 15 polegadas, gravador de CD, placa de rede, mouse e teclado.

O sistema operacional é o Linux. A configuração é bastante modesta, levando-se em conta o processador Via de 1 GHz. Com um pouco mais de investimento, diluído em 12 meses, será possível comprar um micro com processador mais potente.

Mas a questão é: vale a pena comprar com computador com sistema operacional Linux para uso doméstico? O Linux evoluiu muito nos últimos anos e vem ganhando cada vez mais adeptos, até mesmo no mercado corporativo. Trata-se de um software livre, ao contrário do Windows, que é proprietário. Como o código-fonte do Linux é aberto, qualquer um pode fazer uma melhoria.

A comunidade Linux é muito forte e atuante. No mundo, estima-se perto de 1 milhão de desenvolvedores, que trabalham voluntariamente para o aperfeiçoamento do sistema operacional.

O Linux foi criado oficialmente em 1991 pelo então estudante finlandês Linus Tovard, que se tornou uma celebridade entre os escovadores de bits do mundo todo - a primeira versão estável para chips Intel x86 (versão 1.0) só chegou ao mercado no início de 1994. Desde o começo, a idéia era que o código-fonte fosse aberto, para que pesquisadores de qualquer lugar do mundo pudessem sugerir implementações no seu kernel (o núcleo do sistema). Isso só se tornou possível com a internet, que derrubou distâncias e permitiu o desenvolvimento de uma comunidade virtual. Ao mesmo tempo, o Linux ganhou projeção ao dar mais estabilidade aos servidores web Apache, um dos mais usados até hoje.

Esse sistema operacional pode ser baixado da internet gratuitamente, mas a forma mais fácil e segura de instalar o Linux é por meio das versões das várias distribuidoras, como Mandrake, Red Hat, SuSe, Slackwared, Debian, Kurumin, entre outras. Uma distribuição é um conjunto com o kernel e vários programas, empacotado, de forma que seja fácil de instalar e manter atualizado. São produtos vendidos em prateleiras, com manuais, suporte e diversos softwares aplicativos, para que o usuário não precise correr atrás dos programas mais comuns, como processador de textos, planilhas, apresentações e até joguinhos. Os distribuidores geralmente possuem versões para servidores e para desktops (usuários finais).

Em geral, os microcomputadores com sistema operacional Linux vêm com um pacote de softwares aplicativos, como a suíte gratuita OpenOffice, que concorre com o Microsoft Office e possui processador de textos, planilha, software de apresentação, de desenho, banco de dados e um editor de fórmulas. Um outro programa gratuito que costuma acompanhar esses computadores é o browser Lojas Firefox, que tem se mostrado rápido e eficiente, ganhando inclusive mercado do Internet Explorer. Dependendo do fabricante do micro, outros programas são inseridos no pacote de aplicativos, como calendários, agendas, editores de imagens, jogos etc.


Será que um usuário doméstico, que usa o computador para tarefas gerais e navegar na internet conseguirá conseguirá fazer isso de forma confortável e sem problemas?


Navegar na Web - Neste ponto, o usuário quase não terá problemas. Com o Firefox ele conseguirá carregar praticamente todas as páginas normalmente. Em raras exceções haverá alguma página com problema de compatibilidade. No passado, na época da "guerra dos browsers" entre a Netscape e o Internet Explorer, esse problema se tornou grave, onde o usuário de um browser não conseguia visualizar uma página feita para o outro programa.

E-mail
- O internauta também não terá problemas em enviar ou receber e-mails, pois o Firefox traz um gerenciador de correios eletrônicos.

Aplicativos
- Com o OpenOffice, o usuário poderá escrever textos e salvar no formato .doc do MS-Word, assim como abrir arquivos neste formato. O mesmo ocorre com a planilha e o programa de apresentação. Assim, se ele receber um arquivo em PowerPoint por e-mail, ele conseguirá abrir normalmente. O único problema é se o usuário do Linux receber um arquivo com macros do Windows (uma espécie de programação, que realiza tarefas automaticamente). Ele não conseguirá reproduzir isto no Linux.

Vídeo
- No caso de serviços como o YouTube, onde o vídeo roda em Flash, não haverá problemas. Caso ele queira reproduzir arquivos de vídeo, ele terá de ter um tocador. O mais usado pela comunidade Linux é o Mplayer, que também pode ser baixado de qualquer site de download, caso não venha no pacote oferecido pelo fabricante do micro.

Bate-papo
- Também é possível usar os serviços de Instant Messenger a partir de máquinas com Linux, como o MSN e o Yahoo! Messenger. No caso do Yahoo!, basta o usuário ter uma conta e instalar a versão Linux do Messenger. No caso do MSN, o usuário poderá instalar o Gaim, um programa de mensagens instantâneas multiplataformas, que permite conversar com outros usuários, seja no MSN, Yahoo!, ICQ, IRC e outros serviços.

Vírus
- Uma grande vantagem do usuário Linux é em relação à segurança. São poucos os vírus eletrônicos feitos para este sistema operacional. Mesmo que o usuário abra um e-mail contaminado com vírus para Windows, ele não funcionará no Linux.

Games
- Este talvez seja ainda o ponto fraco do Linux. Existem vários games que rodam nesta plataforma, incluindo versões gratuitas e comerciais, inclusive clássicos como Doom e Quake. Mas os grandes desenvolvedores mundiais de games ainda não estão apostando em versões para Linux.

Imposto de Renda
- O usuário conseguirá fazer e enviar a sua Declaração de Imposto de Renda sem problemas. No site da Receita Federal, ele encontrará as versões Windows e Java. Ele deve escolher este último e ter instalado a máquina virtual Java. Caso não tenha, há um link para fazer o download.

*Carlos Ossamu é jornalista especializado em tecnologia e colaborador do caderno de Informática do jornal Diário do Comércio e das revistas Info Corporate e Canal Info


Escrito por Tomaz Passamani às 14:53:57
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18/03/2007

Economia Solidária, Software Livre e Inclusão Digital no fisl8.0

15/03/2007

As semelhanças entre Economia Solidária, Software Livre e Inclusão Digital e como suas práticas podem convergir, serão tema da palestra de Paul Singer durante o 8º Fórum Internacional Software Livre – fisl8.0. Singer é economista, foi professor da Universidade de São Paulo e atualmente é Secretário Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego.

O objetivo da palestra é permitir a reflexão sobre como a Economia Solidária, o Software Livre e a Inclusão Digital podem convergir na construção de práticas, técnicas e tecnologias para um Mundo Sustentável. “É a idéia em que as pessoas são convidadas a melhorar os programas e depois oferecê-los a todos através da rede mundial de computadores, e essas redes é também o que busca a Economia Solidária, através da distribuição do conhecimento e não de manter o monopólio”, define Singer.

O Fórum ocorre nos dias 12, 13 e 14 de abril, no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre, RS, Brasil. Mais informações sobre a programação do fisl8.0 através do site http://softwarelivre.org/fisl8.0.


Escrito por Tomaz Passamani às 09:02:43
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13/03/2007

Curso de ARQUITETURA DE SISTEMAS

Olá pessoal!

Passei para avisar a quem possa interessar que a Primae Software (http://primaesoft.com) estará promovendo a partir de 17/03, em Recife/PE, um curso sobre Arquitetura de Software. O palestrante serei eu mesmo, o Ed Lonewolf em pessoa, discutindo os problemas por trás da arquitetura de sistemas e as tecnologias que prometem mudar a forma de desenvolvimento. Vou falar, inclusive, sobre o tema principal do meu livro, as Unidades Semânticas, que substituem os dicionários de dados e facilitam a codificação de forma significativa, reduzindo o tempo de desenvolvimento e a quantidade de erros.

Quem estiver na região, vale a pena conferir. Tenho certeza de que não ficarão decepcionados.

Um abraço para todos.


Escrito por Ed Lonewolf às 10:00:09
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10/03/2007

Movimento Revolução pela Educação

http://www.cristovam.com.br/index.php?secao=secoes.php&sc=10&id=81

13/02/2007 às 12:36
Trecho de discurso do senador Cristovam Buarque (02/10/06) com
balanço da campanha à Presidência



Quero dizer a cada um de vocês que, a partir de hoje, a campanha que
fizemos tem de se transformar em um movimento. Fiz questão de ser o
primeiro a falar aqui, de estar hoje, cedinho, me inscrevendo, porque
não queria deixar passar nem um minuto dessa beleza da campanha para
falar da beleza do movimento.

Eu quero convocar vocês que porque ontem foi uma data definida pelo
Tribunal Superior Eleitoral. Aquela fizeram esse voto, ao mesmo tempo
em que agradeço a confiança, para não pararmos apenas foi uma data
eleitoral. A nossa campanha é política, é muito mais do que
eleitoral. A nossa campanha é por algo tão novo que não se esgota no
dia de eleição.

Chegou a hora de transformarmos a campanha eleitoral em um movimento
político, social e ideológico, um movimento radicacionista da
educação, um movimento abolicionista da educação, um movimento
educacionista, como houve o movimento abolicionista.

Mas lembrem-se de que, naquela época, o movimento abolicionista
contra a escravidão se chocava com pessoas que defendiam a abolição
disfarçada, incompleta. Uns defendiam a extinção do tráfico de
escravos, mas não queriam abolir a escravidão. Outros defendiam o
ventre livre, mas não queriam abolir a escravidão. Outros ainda
afirmavam que alguém com mais de 60 anos não deveria ser mais
escravo, mas não desejavam a abolição.

Foi preciso surgir um grupo de loucos que disse: "Não bastam pequenas
medidas corretivas de uma maldade; é preciso erradicar a maldade."
Precisamos dar esse salto. Não bastam pequenos gestos educativos; é
necessária uma revolução na educação. Não basta aumentar um pouco os
recursos para a educação, ou até aumentá-los muito, se não
completarmos o projeto educacionista, que vai muito além de dinheiro.

Ele exige que haja uma mudança de mentalidade no Brasil inteiro e que
façamos educação não como um serviço a mais – como água, esgoto,
estrada, energia. Não é só isso. Trata-se da educação como centro,
eixo, vetor, motor do progresso, quase fazendo com que aquele
lema "Ordem e Progresso" se transforme no lema "Educação é
Progresso".

Basta alterar três ou quatro letras, mas muda tudo, se entendermos
que educação é progresso, como já entendemos há algum tempo que
indústria e exportação eram progresso. Não são. São necessários.

É preciso exportar e produzir mais, mas o que transforma, o que muda
é uma revolução pela educação.

De certa maneira, peço desculpas por termos tido apenas 2,5 milhões
de eleitores. Eu gostaria de ter tido o tempo e a competência – não
era possível que a dedicação fosse maior, mas o tempo, sim, poderia
ter sido maior – para ter chegado a um número muito maior, mas não
chegamos. Peço desculpas a vocês por não ter conseguido que fôssemos
mais de 2,5 milhões.

No entanto, apelo a vocês para que não sejam apenas eleitores, mas
que sejam adeptos de uma causa. Não sejam eleitores de um candidato,
pois o candidato passa e virá outro. Sejam adeptos de uma causa e
exijam dos próximos candidatos – inclusive dos dois que vão disputar
agora o segundo turno – que levem adiante a necessidade de
derrubarmos os dois muros que amarram o progresso do Brasil: o muro
da desigualdade interna e o muro do atraso em relação ao exterior.

Exijam vocês, os 2,5 milhões de adeptos, que o Brasil não volte mais
ao tempo em que a educação era um mero coadjuvante do processo, algo
que o governante tem obrigação de fazer e não algo que o País precisa
que seja feito.

Nós, eleitores dessa causa, vamos nos transformar em adeptos dessa
causa. Vamos fazer com que cada um de nós, os 2,5 milhões, sejamos
portadores de uma bandeira. Vamos transformar cada comitê eleitoral
em um ponto de luta pelo educacionismo no Brasil.


Escrito por Tomaz Passamani às 10:49:57
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