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13/07/2007
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Primeiro vírus para computador faz 25 anos
13/07/2007 00:38
Alguns aniversários não são eventos felizes - como os 25 anos do primeiro malware documentado, destacado pela revista Science. A revista usa a ocasião como uma oportunidade para rastrear a evolução dos vírus e similares (rootkits, trojans, etc) e discutir porque o problema provavelmente continuará ativo até o 50º aniversário.
Muitos usuários conheceram os vírus em 1998, com o worm Morris, que se espalhou pela Internet atingindo computadores do mundo inteiro. Porém, o primeiro vírus, que se espalhava por disquetes, foi criado por um estudante de Pittsburgh. O vírus (Elk Cloner), apenas mostrava algumas frases na tela, e estas ações (ameaças gráficas) marcaram os primeiros 10 anos dos vírus. Porém, hoje, a grande maioria dos malwares é feita para o lucro dos criadores, e a batalha contra os criminosos por trás dessas ameaças se mostra cada vez maior.
Os autores da reportagem da revista destacaram várias tendências favoráveis à 'indústria dos malwares'. A primeira é o problema de detectar malwares corretamente, comparando o fato com o 'problema da parada', de Alan Turing, pai da Ciência da Computação. Segundo ele, é impossível criar um método que detecte com exatidão quando um programa não conseguirá completar suas instruções, e as aproximações para chegar à esta exatidão esbarram em vários falsos positivos – é exatamente este problema que aflige a detecção prévia de malwares.
Os autores também não se impressionam com a maior diversidade de sistemas operacionais, classificando a situação de 'faca de dois gumes'. Embora a medida garanta que pelo menos alguns computadores sempre estarão funcionando após um ataque malicioso, ela também aumenta a 'superfície de ataque' - mais sistemas operacionais indicam mais chances de falha em pelo menos um deles.
Mas os autores destacam dois motivos principais para a continuidade da existência de malwares. O primeiro é extremamente familiar: a ingenuidade do usuário. Para a revista, “não há 'correção' óbvia para a natureza humana". Um caso que prova isso foi um malware que consistia apenas numa mensagem de texto convencendo o usuário a apagar um arquivo essencial para o sistema operacional.
O outro motivo é cada vez mais visto: a alta complexibilidade dos programas, aumentando a oportunidade de erro dos programadores. Com isso, o sistema operacional não fica vulnerável apenas com suas falhas, mas também sofre com as falhas de programas em execução e com a maior conectividade com dispositivos externos.
http://www.baboo.com.br/msn/content.asp?z=188&id=29301
Escrito por Tomaz Passamani às 17:43:21
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05/07/2007
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Revista apresenta cinco idéias que podem revolucionar a computação
(Magnet) Qua, 04 Jul - 06h43
Por Henrique Cesar Ulbrich
Revista americana seleciona em um artigo cinco novas tecnologias que prometem revolucionar a computação como a conhecemos. As novidades vêm de centros americanos de pesquisa bastante famosos, como os Bell Labs e a Microsoft Research. A revista PC Magazine publicou esta semana uma reportagem sobre os cinco grandes centros de pesquisa de tecnologia dos Estados Unidos - Bell Labs, HP Labs, IBM Research, Microsoft Research e o Palo Alto Research Center (PARC). De cada um deles, selecionou um produto que pode revolucionar a computação nos próximos anos:
- Pluribus (HP Research): tecnologia que permite criar um super telão para home teather usando vários projetores para PC em paralelo, criando uma tela de dimensões cinematográficas. Será possível, por exemplo, reunir amigos em casa, cada um trazendo seu projetor, e fazer uma sessão particular de cinema - ou de games.
- Soap (Microsoft Research): dispositivo apontador que não precisa de uma superfície lisa para funcionar, aceitando movimentos de mão feitos em pleno ar. Trata-se de uma espécie de mouse sem fio envolvido por uma luva de tecido. A luva funciona como mousepad, e o dispositivo é girado e friccionado lá dentro, registrando os movimentos. O nome (soap é "sabão", em português) deve-se ao fato de que, para ser operado, o mouse gira na mão do usuário como se fosse um sabonete molhado. Como dispensa uma superfície lisa por perto sobre a qual apoiá-lo e movê-lo, permite que o computador seja operado em qualquer ponto do ambiente dentro do raio de alcance do dispositivo, independentemente da posição ou postura do usuário.
- Computação quântica (Bell Labs): a idéia de usar os princípios inovadores da física quântica em computadores, de forma a elevar seu desempenho a níveis nunca vistos, não é nada nova. Mas jamais se conseguiu algo de concreto na área. Os laboratórios Bell, entretanto, estão desenvolvendo um novo projeto de computação quântica que deve liberar esse poder de processamento em no máximo vinte anos.
- Content Centric Network - CCN (PARC): em uma rede, quando se precisa obter um dado, faz-se em geral uma conexão a um ponto central, chamado de servidor, que possua esse dado. Isso pode provocar uma avalanche de conexões a este mesmo ponto, para obter um mesmo dado, por diferentes pessoas. O CCN retira o servidor do papel principal e coloca a informação solicitada como item mais importante da rede. Cada um dos usuários solicita um determinado dado e obtém a cópia mais próxima de si, em vez de ir buscar o original no servidor.
- Cérebro artificial (IBM Research): não se trata de construir um computador tradicional, com hardware e software, que imite o comportamento da mente humana. O que a IBM está fazendo em seu Almaden Research Center, na Califórnia, é duplicar um cérebro humano real - neurônio por neurônio, sinapse a sinapse. Apesar da neurologia ainda estar engatinhando e os cientistas não saberem como o cérebro humano funciona, a construção do cérebro artificial pode ser um marco na computação - e, numa espécie de engenharia reversa, ajudar a entender como o cérebro biológico funciona.
Alguns desses centros de pesquisa são bem antigos e famosos por suas contribuições à ciência. Os Bell Labs, por exemplo, produziram o sistema operacional Unix. Já o PARC, o mais antigo de todos, deu ao mundo diversas grandes inovações como a rede Ethernet, a interface gráfica com o usuário e a impressora laser. A interessante matéria da PC Magazine americana pode ser lida, em inglês, pelo atalho dtmurl.com/aup.
http://br.tecnologia.yahoo.com/article/070704/7/1lmak.html
Escrito por Tomaz Passamani às 08:55:36
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